Claude Debussy, homenageado no Doodle desta quinta-feira, 22 de agosto 22/08/2013 Claude Debussy Biografia Vida Obra Claude Debussy.
Claude Debussy
Claude-Achille Debussy foi um mĂşsico e compositor francĂŞs. A mĂşsica inovadora de Debussy agiu como um fenĂ´meno catalisador de diversos movimentos musicais em outros paĂses. WikipĂ©dia Nascimento: 22 de agosto de 1862,Saint-Germain-en-Laye, França
Falecimento: 25 de março de 1918,Paris, França
Composições: Suite bergamasque, Deux arabesques, Mais
Educação: Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris,Académie des Beaux-Arts
Libretos: Pelléas et Mélisande, La chute de la maison Usher, Le diable dans le beffroi
Filha: Claude-Emma Debussy
Biografia de Claude Debussy
Obra de Claude Debussy
Ă€ exceção de algumas peças mais conhecidas, Debussy deixou obra pouco acessĂvel, pelo caráter inovador. Para o grande pĂşblico seu nome está ligado aos sketches sinfĂ´nicos de La Mer (1905), ao terceiro movimento da Suite bergamasque (1809-1905), Luar, aos noturnos para orquestra e algumas peças dos PrelĂşdios para piano. É o Debussy impressionista, autor de uma mĂşsica vaga 'que se ouve com a cabeça reclinada nas mĂŁos', segundo Cocteau.
CaracterĂsticas de sua composição[editar]
Tais conceitos foram, depois, reformulados. Mas, por algum tempo, Debussy foi vĂtima do equĂvoco de ser considerado autor de uma mĂşsica 'literária' e 'pictĂłrica', por causa de suas ligações com a poesia simbolista e com o Impressionismo nas artes plásticas. Sua inovação foi, entretanto, de ordem musical, e Ă© em termos musicais que a sua obra passou depois a ser compreendida.
Impressionismo de Claude Debussy
O impressionismo de Debussy residiria no caráter fluido e vago, de seus sutis joguinhos harmĂ´nicos, em que a melodia parecia dissolver-se. Mas essa fluidez era a aparĂŞncia, como depois se viu. A melodia nĂŁo se dissolveu propriamente, mas libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadĂŞncias rĂtmicas. Debussy nĂŁo seguiu tambĂ©m as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, Ă s pausas, ao contraste entre os registros. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua Ăşltima fase. Por isso foi incompreendido. O que nĂŁo lhe desagradaria, pois ele mesmo propĂ´s, certa vez, a criação de uma 'sociedade de esoterismo musical'.
GĂŞneros de Claude Debussy
A obra de Debussy é bastante diversificada, do ponto de vista dos gêneros e das formas que utilizou. Não se pode dizer que tenha sido compositor essencialmente vocal ou instrumental, sinfônico ou de câmara, pois todas as suas obras, em que pese a diversidade de meios que utilizou, parecem transmitir a mesma mensagem. A abertura de um universo sonoro inteiramente novo, em que a sugestão ocupou o lugar da construção temática e definida. De modo geral, sua obra pode ser dividida em música para orquestra, música de câmara e para instrumentos solo, música para piano, canções e música coral, obras cênicas e música incidental.
MĂşsica orquestral de Claude Debussy
A mĂşsica orquestral de Debussy Ă© a que corresponde melhor Ă sua imagem de impressionista. Em 1894, o "PrelĂşdio Ă tarde de um fauno", baseado no poema de MallarmĂ©, causou estranheza pela 'ausĂŞncia de melodia': Debussy lançou na verdade, a sugestĂŁo de um tema melĂłdico, sem desenvolvimento. Os Noturnos (1893-1899), O mar e Imagens para orquestra (1909) pareciam confirmar a imagem do mĂşsico vago, cujas melodias nĂŁo tinham contornos definidos e cuja construção harmĂ´nica parecia desarticulada: o tom poĂ©tico dos tĂtulos confirmaria a imagem de uma mĂşsica 'literária'. Mas a poesia estava na mĂşsica, na liberdade melĂłdica, na pesquisa dos timbres, numa nova construção harmĂ´nica. O efeito disso era uma nova e estranha sonoridade.
Música de câmara de Claude Debussy
A mĂşsica de câmara e para instrumentos solistas Ă© uma seção reduzida na obra de Debussy. Em 1893 compõe o Quarteto para cordas em sol menor, obra singular cuja construção difere essencialmente do quarteto clássico beethoveniano. TambĂ©m as trĂŞs sonatas do seu perĂodo final foram construĂdas segundo princĂpios inteiramente diversos da sonata clássica vienense, mas por outros motivos. Foram compostas no perĂodo da guerra, e Debussy, nacionalista intransigente, rejeitou os princĂpios da sonata clássica vienense para recuperar a forma cĂclica da sonata francesa. As trĂŞs sonatas (1915-1917), parte de um ciclo que ficou incompleto, para instrumentos diversos, das quais a mais importante Ă© a Sonata para piano e violino, sĂŁo obras avançadas, com asperezas inĂ©ditas em sua mĂşsica anterior. Entre as composições para instrumento solo destaca-se, em estilo semelhante, Syrinx, para flauta desacompanhada.
MĂşsica para piano[editar]
A mĂşsica pianĂstica Ă© uma seção importante na obra de Debussy. SĂŁo conhecidas sobretudo as coleções Suite Bergamascque, Estampas (1903), Imagens (1905-1907), Canto das crianças (1906-1908) e os Estudos (12) I e II (1915). Da Suite Bergamascque aos Estudos a evolução Ă© marcante: os tĂtulos poĂ©ticos desaparecem. Os tĂtulos tĂ©cnicos dos estudos (notas repetidas, sonoridades opostas, escalas cromáticas, etc.) apenas revelam a consciĂŞncia tĂ©cnica inovadora que se ocultava atrás de tĂtulos poĂ©ticos como Jardins sob a chuva, Sinos por entre as folhagens, A catedral submersa, YA., em outros conjuntos (Estampas, Imagens, etc.).
No Ăşltimo perĂodo, nĂŁo sĂł a mĂşsica pianĂstica se torna mais abstrata como tambĂ©m mais áspera na pesquisa de novos timbres. Finalmente, em Seis EpĂgrafes Antigas e Em Branco e Negro, ambos de 1915, Debussy retorna Ă s fontes clássicas francesas, Couperin e Rameau.
MĂşsica vocal de Claude Debussy
Debussy começou a sua carreira compondo música vocal, persistindo no gênero até os últimos anos de criatividade. O acervo é grande, incluindo a musicalização de muitos poetas. Entre as coleções mais célebres estão os Cinco poemas de Baudelaire (1887-1889), Arietas esquecidas (1888), de Verlaine, as Canções de Bilitis (1897), de Pierre Louys, e as Três baladas de François Villon (1913). A técnica melódica de Debussy fundamenta-se na melodia dos próprios versos, mas, nas baladas de Villon, nota-se a evolução para um severo despojamento.
Ópera e balé de Claude Debussy
Em 1902, a estrĂ©ia da Ăłpera PellĂ©as et MĂ©lisande, sobre texto de Maeterlinck, causou estranheza: era quase uma antiĂłpera, que se pretendia anti-wagneriana na sua extrema contenção de texto declamado. Nela Debussy voltou-se contra toda a tradição dramática, deBerlioz a Wagner. Anos depois, em 1911, O martĂrio de SĂŁo SebastiĂŁo Ă© uma obra cĂŞnica ainda mais insĂłlita. Da mesma Ă©poca Ă© a mĂşsica para balĂ© Jeux (1912), obra de surpreendentes inovações e de grande complexidade harmĂ´nica.
Na astronomia de Claude Debussy
O asteróide 4492 recebeu o nome de Debussy, em homenagem ao compositor. O nome de Debussy também foi dado a uma cratera do planeta Mercúrio, com mais de 80 km de diâmetro. A cratera foi formada possivelmente pela colisão de um meteoro e é caracterizada por sulcos que, a partir dela, se estendem por vários quilômetros, o que seria uma metáfora da influência do músico.
Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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